Além disso, O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) provocou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) após a determinação de sua prisão e o cancelamento de seus passaportes brasileiros. Dessa forma, em publicação no X, nesta sexta-feira (09/10), Eduardo ironizou a decisão judicial com a frase “Não foi hoje, Moraes” e afirmou que o magistrado tem um “encontro marcado com o impeachment”.
Em vídeo divulgado na rede social, Eduardo relatou ainda que estava chegando aos Estados Unidos após passar pelo Bahrein e pelo aeroporto de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Com isso, O ex-parlamentar agradeceu às pessoas que enviaram mensagens de apoio e disse acreditar que a disputa com o ministro está próxima do fim. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Eduardo Bolsonaro continuam sendo acompanhados com atenção.
“A gente sabe contra o que que a gente tá lutando, mas tá perto de acabar”, declarou Eduardo. Na sequência, afirmou que Moraes quer prendê-lo por meio da Interpol e causar problemas a ele. O ex-deputado também acusou o ministro de agir por ódio e disse que continuará enfrentando o magistrado.
“Não há acordo a ser feito com o Moraes, em absolutamente hipótese nenhuma. O Moraes tem um encontro marcado com o impeachment”, declarou.
Eduardo Bolsonaro: Eduardo pede pressão sobre senadores
No mesmo vídeo, Eduardo convocou apoiadores a procurar os senadores recém-eleitos para pressionar pela abertura de um processo de impeachment contra Moraes. Ele defendeu que a iniciativa seja colocada em pauta em 1º de fevereiro, no primeiro dia de funcionamento do novo Congresso Nacional.
“Fale com seu recém-eleito senador para que a gente possa fazer isso daí virar realidade o mais rápido possível”, pediu o ex-deputado. Ele também defendeu que o novo Congresso comece os trabalhos priorizando a discussão sobre o afastamento do ministro do STF.
A declaração reforça o discurso de confronto de Eduardo com Moraes, que determinou o início do cumprimento da pena imposta ao ex-parlamentar.
Moraes determinou prisão e cancelamento de passaportes
Na decisão, Moraes determinou a expedição de mandado de prisão para o cumprimento de quatro anos e dois meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pela condenação de Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo. O ministro também ordenou o cancelamento dos passaportes brasileiros emitidos em nome do ex-deputado e adotou providências para a perda de seu cargo de escrivão da Polícia Federal.
A determinação ocorreu após o trânsito em julgado da condenação, em 3 de outubro de 2026, quando se encerrou a possibilidade de recursos ordinários no processo. Eduardo foi condenado pela Primeira Turma do STF por articular sanções de autoridades estrangeiras contra integrantes do Judiciário brasileiro e o procurador-geral da República, com o objetivo de pressionar autoridades no contexto da ação penal que envolvia seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A publicação de Eduardo ocorre em meio ao embate com o Supremo e à defesa de uma mobilização política para tentar afastar Moraes do cargo. A abertura e a aprovação de um impeachment de ministro do STF dependem, porém, dos procedimentos e requisitos previstos na legislação.
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