Sexta-feira, 9 de outubro de 2026
Brics

Goiana assume dívida de R$ 500 mil, recomeça em ‘fundo de quintal’ e cria indústria de peças automotivas

Goiana assume dívida de R$ 500 mil, recomeça em ‘fundo de quintal’ e cria indústria de peças automotivas

Sobre o tema envolvendo R 500, além disso, após o fim de uma sociedade empresarial, a goiana Elisangela Sheila Colodino Feitosa assumiu uma dívida de cerca de R$ 500 mil e precisou recomeçar em uma estrutura de “fundo de quintal”. Dessa forma, por quase três anos, trabalhou em um imóvel alugado de 800 metros quadrados, com escritório na frente e produção nos fundos, enquanto quitava os débitos.

Com isso, uma década depois, ela comanda uma indústria instalada em Abadia de Goiás que transforma resíduos de borracha em componentes automotivos. A empresa processa cerca de 40 toneladas de material por mês e fabrica produtos como buchas estabilizadoras, buchas de amortecedores e coxins de cabine, além de peças utilizadas para levantar veículos. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a R 500 continuam sendo acompanhados com atenção.

Nesse sentido, A trajetória de Elisangela está entre as dez histórias de brasileiras reunidas no compêndio de 2026 da Aliança Empresarial de Mulheres do Brics, lançado em setembro. Portanto, antes de abrir o próprio negócio, ela acumulou 17 anos de experiência em uma empresa ligada ao setor de pneus, onde adquiriu conhecimentos sobre borracha, reaproveitamento de resíduos e logística reversa, que mais tarde incorporou à JJ Borrachas. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de R 500 nos últimos dias.

R 500: Prejuízo de R$ 500 mil

Em seguida, após deixar um emprego no qual trabalhou durante 17 anos, Elisangela decidiu abrir um negócio em sociedade. De acordo com as apurações, A parceria chegou ao fim, deixando um prejuízo de R$ 500 mil, que a goiana assumiu sozinha. Durante cerca de três anos, ela trabalhou no que descreve como uma “empresa de fundo de quintal”. O espaço não ficava no quintal de sua casa, mas tinha características de um pequeno negócio, com um escritório na parte da frente e a produção nos fundos. Especialistas destacam que novas atualizações sobre R 500 devem surgir em breve.

Esse foi o início da JJ Borrachas. Na época, alguns funcionários ajudavam na linha de produção, enquanto a empresária participava diretamente de praticamente todas as outras etapas, cuidando da parte administrativa, embalando os produtos e fazendo as entregas aos clientes.

“Eu fiquei sozinha trabalhando com dívida e quitando, saldando as dívidas e fui trabalhando”, conta.

Depois de cerca de três anos nesse espaço alugado, Elisangela conseguiu uma área para construir a sede própria da empresa. Assim que o primeiro galpão começou a tomar forma, mesmo com a obra ainda em andamento, ela transferiu os equipamentos e os materiais para o novo endereço e continuou o trabalho.

Nos sete anos seguintes, continuou as obras, ampliou os espaços e fez melhorias para acompanhar o crescimento da produção. A estrutura atual da JJ Borrachas foi construída gradualmente ao longo de aproximadamente dez anos.

Indústria processa 40 toneladas de borracha por mês

Atualmente, a indústria conta com 15 funcionários diretos, processa cerca de 40 toneladas de resíduos de borracha por mês e atende 28 clientes em Goiás, Bahia, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Tocantins. A empresa reaproveita materiais que poderiam ser descartados ou incinerados e os transforma em componentes automotivos, como coxins de cabine e buchas de suspensão.

O negócio combina a experiência acumulada por Elisangela no setor de pneus com a proposta de dar uma nova destinação à borracha, transformando resíduos em matéria-prima para a fabricação de novas peças.

A busca por melhorias nos processos também levou a empresa a participar, em 2024, do programa Brasil Mais Produtivo, com apoio do Senai. Segundo os resultados registrados no compêndio, a iniciativa aumentou a produtividade da indústria em 66,67% e reduziu o tempo de produção em 19,63%, indicadores que mostram os avanços obtidos na operação ao longo da trajetória empresarial.

Reconhecimento no empreendedorismo feminino

Além das dificuldades financeiras, Elisangela enfrentou o preconceito por ser mulher em um setor predominantemente masculino. A experiência no mercado automotivo e a trajetória à frente da indústria contribuíram para sua atuação no empreendedorismo feminino.

Em 2023, ela conquistou o segundo lugar nacional no Prêmio Sebrae Mulher de Negócios e, agora, sua história integra o compêndio de 2026 da Aliança Empresarial de Mulheres do Brics, que reúne trajetórias de empreendedoras dos países participantes.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

Veja também: Áudio sobre filme de Lula pode ter sido feito ilegalmente com fins eleitorais, acreditam procuradores e advogados

Redação Foco Goiás