O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirma torcer para que não haja “caos institucional” na relação entre Executivo e Judiciário caso Flávio Bolsonaro (PL) vença Lula (PT) no segundo turno da eleição presidencial.
Ressalvando não acreditar que isso vá ocorrer, Kassab reconhece a situação conflituosa colocada pela eleição de uma bancada bolsonarista forte no Senado, que sinaliza buscar o impedimento de ministros do Supremo. “Impeachment não pode ser bandeira”, afirmou.
Nesta entrevista, ele admitiu que o PL tolheu o plano de expansão do PSD neste ano, mas rejeitou a ideia de derrota dado que o partido manteve boa musculatura eleitoral.
Contexto e detalhes sobre caos institucional
Disse não se arrepender de ter lançado Ronaldo Caiado, que ficou com 2,18% dos votos válidos no primeiro turno e de quem foi vice. Fez 43 deputados e terá 5 senadores, além de ganhar 4 governos estaduais.
Como seria previsível, manteve as opções abertas e disse que apoiará iniciativas boas de qualquer governo. Evitou falar em cargos —o PSD tem três ministérios de Lula, mas Kassab sustenta que sua posição é de independência e quer continuar assim.
Ele defendeu o fim da reeleição e o voto distrital misto, no qual o Legislativo é ocupado por candidatos escolhidos por região e por voto em partido ou lista.
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