Sexta-feira, 9 de outubro de 2026
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“Tiro no pé”, diz aliado de Lula sobre MP das bets

“Tiro no pé”, diz aliado de Lula sobre MP das bets

Sobre o tema envolvendo aliado de Lula, além disso, ainda na ressaca do primeiro turno, aliados do presidente Lula juntam os cacos e começam a fazer as contas sobre os caminhos para tentar virar o jogo na corrida presidencial.

Dessa forma, um integrante da campanha, ouvido sob reserva pela coluna, admitiu o baque e disse ter se surpreendido com a vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno.

Com isso, na conversa, ele apontou alguns fatores que, na avaliação dele, ajudaram a explicar o resultado. Entre eles, citou a decisão do governo de restringir as apostas esportivas na reta final da campanha.

Contexto e detalhes sobre aliado de Lula

Para o interlocutor, Lula acertou ao enfrentar o tema das bets, mas errou na forma brusca de proibir as apostas na reta final da campanha, sem discussão política. Na visão dele, faltou explicar melhor a decisão e evitar a impressão de que o governo estava distorcendo o real motivo do enorme número de endividados no país.

“Foi um tiro no pé. O debate sobre bets tem que ser feito, o presidente acertou nisso, mas erramos na forma”

A MP das bets, porém, não é apontada como o único fator para o resultado. A avaliação dentro do grupo é de que a atuação recorrente do Judiciário no processo eleitoral foi o fator que mais contribuiu para elevar a rejeição a Lula e acabou tirando espaço de informações negativas envolvendo Flávio Bolsonaro.

Agora, a estratégia passa também pelo eleitor que ficou fora da eleição. A avaliação na campanha é de que a transferência de votos dos candidatos que ficaram pelo caminho, entre eles Ronaldo Caiado, Renan Santos, Augusto Cury e Romeu Zema, pode ser limitada e dependerá do perfil de cada eleitor.

Por isso, o contingente de eleitores que não compareceram às urnas entrou no radar. No primeiro turno, cerca de 33 milhões de eleitores não votaram, o equivalente a 21,08% do eleitorado. Foi a maior abstenção em números absolutos da história das eleições brasileiras e, em percentual, a segunda maior taxa em um primeiro turno presidencial desde a redemocratização, atrás apenas de 1998.

O desafio é transformar parte desse eleitorado ausente em votos no segundo turno.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás