Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
Cidades

Ex-gari se forma em Direito e planeja emoldurar uniforme da Comurg: ‘lembrar as raízes’

Ex-gari se forma em Direito e planeja emoldurar uniforme da Comurg: ‘lembrar as raízes’

Sobre o tema envolvendo Ex, além disso, os 18 anos em que trabalhou na varrição das ruas de Goiânia são motivo de orgulho para Antônio José Júnior de Oliveira, de 42 anos. Dessa forma, em julho deste ano, ele realizou o sonho de concluir o curso de Direito, mas afirma que nunca vai esquecer suas “raízes”. Com isso, agora, pretende emoldurar o uniforme da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), usado durante os anos em que trabalhou na companhia, e fixá-lo na entrada do escritório de advocacia que abriu na região central da capital.

Nesse sentido, para o advogado, a peça representa mais do que os anos em que trabalhou nas ruas. Portanto, É uma lembrança do caminho percorrido até a advocacia e também uma forma de agradecer pelas oportunidades que teve. “Graças a Deus, eu conquistei essa vitória em ser um advogado e hoje pretendo honrar a sociedade em si, a advocacia, e nunca esquecendo da onde eu vim, das minhas raízes. Em seguida, porque o trabalho de varrição é um trabalho muito digno. De acordo com as apurações, eu fiquei 18 anos trabalhando na rua”, afirma. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Ex continuam sendo acompanhados com atenção.

Por outro lado, A conquista também é celebrada pela família, principalmente pela mãe, Ivani Xavier de Souza, que criou os filhos trabalhando como empregada doméstica. Vale destacar que júnior conta que, apesar da origem humilde, ela sempre incentivou os filhos a estudarem. “Para minha família foi muito gratificante eu ter realizado esse sonho de infância, me formar em Direito e conquistar a carteira da OAB. No dia da cerimônia, ela [a mãe] estava muito feliz, estava realizando o sonho junto comigo”, contou. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Ex nos últimos dias.

Contexto e detalhes sobre Ex

Júnior concluiu o curso de Direito pela Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e foi aprovado no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) antes mesmo da formatura. Na segunda fase da prova, alcançou nota 9,4. Desde agosto, mantém o próprio escritório na região central de Goiânia, onde atua principalmente nas áreas trabalhista e previdenciária.

A rotina entre a Comurg e a faculdade

A chegada à advocacia, porém, aconteceu enquanto ele ainda conciliava os estudos com o trabalho na Comurg. Ao longo dos anos na companhia, Júnior passou pela coleta orgânica e pela coleta seletiva, até permanecer por cerca de 18 anos na varrição. Durante a faculdade, trabalhava das 16h às 22h, estudava pela manhã e fazia os estágios obrigatórios à tarde. A rotina exigia organização para cumprir as atividades do curso sem deixar o trabalho, mas ele afirma que recebeu apoio da companhia para conseguir conciliar os horários.

O desejo de cursar Direito surgiu ainda na infância. Segundo Júnior, a mãe conta que, aos cinco anos, ele já dizia que queria ser advogado e chegou a ser fotografado usando terno. Em 2000, conseguiu passar no curso de Direito pela primeira vez, mas não teve condições de concluir a graduação naquele momento. Vinte e seis anos depois realizou o sonho antigo.

Nova função na Comurg

O diploma também abriu uma nova oportunidade dentro da própria Comurg. Júnior participou de um processo seletivo interno baseado em meritocracia, ficou em terceiro lugar e passou a atuar como fiscal de aparelhamento. Na função, acompanha a fiscalização de mais de 200 veículos utilizados pela companhia em Goiânia.

Além do Direito, Júnior possui formação em Teologia, pós-graduação em Oratória e outros cursos de extensão. As qualificações contribuíram para sua aprovação no processo interno da Comurg e fazem parte de uma trajetória que, segundo ele, sempre foi marcada pela busca por conhecimento. Primeiro entre os irmãos a concluir um curso superior, ele agora concilia a advocacia com a função na companhia e pretende continuar trabalhando em Goiânia.

Mesmo com a mudança de profissão, Júnior não pretende esconder o caminho que percorreu até chegar ao escritório. Pelo contrário: quer deixar o uniforme usado durante os anos de varrição logo na entrada do novo espaço, como uma lembrança permanente da origem e do trabalho que, segundo ele, também ajudou a construir quem se tornou.

“Para mim, o uniforme não tem nenhum problema, é um motivo de orgulho poder fazer parte dessa companhia. Como agora eu abri meu escritório, meu sonho, meu projeto, eu vou emoldurar o meu uniforme e colocar na entrada do escritório para lembrar das minhas raízes, para agradecer ao povo goianiense”, afirma.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás