Além disso, O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes encerrou em setembro de 2026 o processo investigativo envolvendo o senador Marcos do Val (Avante-ES), os blogueiros Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio e o influenciador Ednardo Raposo. Dessa forma, A decisão foi divulgada nesta terça-feira (06/10).
Com isso, O inquérito apurava tentativa de obstrução de investigações em curso e corrupção de menores. Nesse sentido, allan dos Santos e Eustáquio eram suspeitos de ter tentado intimidar policiais federais. Portanto, eustáquio também respondia pela acusação de ter usado o perfil da filha nas redes sociais para cometer atos ilícitos.
Allan dos Santos: O que disse a PGR
Em seguida, A Procuradoria-Geral da República (PGR) concluiu que o material reunido não foi suficiente para sustentar a tese central da investigação. Segundo a PGR, as provas não conseguiram demonstrar a existência de articulação estruturada para dolosamente incitar a prática de crimes contra os agentes públicos ou obstruir, concretamente, investigações específicas.
Na mesma manifestação, a PGR avaliou que as condutas apuradas se aproximam mais de crimes contra a honra de funcionários públicos. Segundo o órgão, a arquitetura da campanha e seu direcionamento à publicização vexatória de agentes públicos mais atraem, sobre as condutas praticadas, a qualificação de crimes atentatórios à honra cometidos contra funcionários públicos no estrito exercício de suas funções.
A operação de 2024
Em agosto de 2024, a Polícia Federal (PF) deflagrou operação com mandados de prisão contra Allan dos Santos e Eustáquio. Os mandados não puderam ser cumpridos: os dois estavam foragidos no exterior.
No mesmo período, agentes da PF executaram diligências de busca e apreensão no imóvel da filha de Eustáquio, em Brasília. As contas bancárias e redes sociais de Marcos do Val também foram bloqueadas.
A operação teve início um dia depois de a Folha publicar que o gabinete de Moraes teria determinado ao setor de combate à desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a elaboração de relatórios destinados a subsidiar decisões no âmbito do inquérito das fake news no STF, em ações voltadas a bolsonaristas ao longo do período eleitoral e pós-eleitoral de 2022. O órgão do TSE teria funcionado, na prática, como instrumento investigativo do gabinete de Moraes no STF, num fluxo entre as duas cortes que ocorreu fora do rito processual previsto para o inquérito.
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