Sexta-feira, 16 de outubro de 2026
Economia

3 em cada 10 empregos formais têm escala 6×1 no Brasil, diz estudo

3 em cada 10 empregos formais têm escala 6×1 no Brasil, diz estudo

Sobre o tema envolvendo 10 empregos, além disso, O Brasil tinha 14,8 milhões de empregos com carteira assinada na escala 6×1 em dezembro de 2025, indicam dados do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) analisados pelo economista Bruno Imaizumi, da consultoria 4intelligence.

Dessa forma, O número correspondia a 29,9% do total de vínculos formais à época (49,5 milhões). Com isso, isso sinaliza que 3 em cada 10 empregos do tipo podem ter a escala alterada pelo fim da 6×1 –seis dias de trabalho e um de descanso na semana. Há, contudo, possibilidade de que algumas atividades continuem com regimes diferenciados.

Nesse sentido, O Congresso Nacional promulgou nesta sexta-feira (16) a PEC (proposta de emenda à Constituição) que acaba com a 6×1. Portanto, O texto é uma das bandeiras do presidente Lula (PT) em sua tentativa de reeleição. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a 10 empregos continuam sendo acompanhados com atenção.

Em seguida, O número de 14,8 milhões de empregos na 6×1 é maior do que a população inteira da cidade de São Paulo ou do estado do Paraná (11,9 milhões de habitantes cada). Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de 10 empregos nos últimos dias.

De acordo com as apurações, imaizumi afirma que esse contingente pode ser considerado relevante, mas pondera que o mercado de trabalho como um todo reúne mais de 100 milhões de trabalhadores no país.

Por outro lado, conforme os dados mais recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil somava 103,5 milhões de ocupados no trimestre até agosto deste ano.

Vale destacar que esse contingente vai além dos trabalhadores com carteira assinada. Também abrange empregados informais sem carteira, trabalhadores por conta própria, empregadores, funcionários públicos e auxiliares familiares (quem ajuda parentes sem receber salário).

10 empregos: Setores têm diferença

Segundo a análise de Imaizumi, a incidência da 6×1 varia entre os setores, sendo mais comum em atividades ligadas ao turismo.

A parcela inserida nessa escala ultrapassava 50% dos empregados formais no transporte aéreo (53,2%) e no alojamento (52%) em dezembro, enquanto ficava perto de 10% em eletricidade e gás (11,8%).

“Os efeitos são complexos e heterogêneos. É difícil conseguir homogeneizar uma situação que é bem diferente entre os setores”, afirma Imaizumi.

“Transporte aéreo, por exemplo, é um setor bastante formalizado. Provavelmente, terá mais emprego para compensar as horas trabalhadas a menos e, consequentemente, repasse para os preços. É mais emprego e mais inflação”, acrescenta.

Os dados reunidos pelo economista sinalizam que micro (34,5%) e pequenos negócios (36,2%) tinham proporções superiores de vínculos formais na 6×1, se comparados a médias e grandes empresas (32,9%).

Em termos absolutos, a maior quantidade estava concentrada nas companhias de médio e grande porte (7,9 milhões).

A escala trata do número de dias trabalhados. A PEC do fim da 6×1 prevê a adoção do modelo 5×2, com dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução de salário.

Jornada menor do que contrato

Outra mudança trazida pelo texto afeta a jornada, ou seja, o número de horas de trabalho, hoje limitado a 44 horas semanais. Com a aprovação da PEC, a jornada cairá para 42 horas e, depois, para 40 horas. A alteração não será imediata.

A nova escala passa a valer 60 dias após a promulgação e a publicação da emenda, quando haverá a redução da jornada para 42 horas semanais. Após 12 meses, a carga horária cairá para 40.

Segundo a análise de Imaizumi, projetar o impacto do fim da 6×1 em termos de jornada pode ser uma tarefa mais complicada. Isso decorre da diferença entre os contratos e as horas efetivamente trabalhadas.

Entre os ocupados com carteira assinada, uma parcela de 73,8% (a maioria) tinha vínculos de 41 a 44 horas semanais em 2025, conforme registros da Rais, do MTE.

Porém, somente 35,8% trabalhavam efetivamente essa quantidade de horas no primeiro trimestre de 2026, de acordo com dados do IBGE. A maior fatia tinha jornadas efetivas de 31 a 40 horas (39%).

“A mensagem principal é a discrepância entre o que está no contrato e o que está sendo efetivamente trabalhado”, diz Imaizumi.

“Boa parte desses trabalhadores não trabalha, mesmo com o contrato, 44 horas. Então, os efeitos [do fim da 6×1] tendem a ser menores.”

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás